<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1955227940949845696</id><updated>2011-04-21T21:32:58.725-03:00</updated><title type='text'>Salve o Cocó</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blocoverde.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocoverde.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>blocoverde</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1955227940949845696.post-5628210806860722313</id><published>2007-09-30T19:23:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T14:33:19.962-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com um ex-morador de Rala, uma ocupação rural em Navarra - Pais Basco.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RwAi-6eCuvI/AAAAAAAAACY/6LzzTDb5xmY/s1600-h/rala.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RwAi-6eCuvI/AAAAAAAAACY/6LzzTDb5xmY/s320/rala.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116127640935381746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A ocupação rural não é um movimento novo na Espanha. Já na revolução de 1936 se desenvolveram diversas experiências de ocupações de terras por parte de grupos libertários que levaram à prática a autogestão da terra. Na atualidade, se observa um ressurgimento da ocupação rural por todo território espanhol, e diversas experiências estão em curso, entre elas a ocupação rural Rala, em Navarra. "Agora mesmo, e graças ao granito de areia de todo mundo que passou por Rala, o povoado tem uma casa totalmente reabilitada, parte da igreja é usada como moradia também, além do mais há uma oficina, muita terra para hortas, banheiro ecológico em seco, um sistema de socar hidráulico para ter água, um galinheiro, painéis solares, sistema de aquecimento com cozinha de lenha e outro tipo de infraestruturas necessárias para a vida na montanha", diz Kike, um ex-morador de Rala. Na entrevista a seguir, ele conta acerca dessa experiência rural com base antiautoritária e ecológica, contrária ao poder, ao Estado e ao capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agência de Notícias Anarquistas&lt;/span&gt; - Como você foi parar na ocupação rural Rala, em Navarra? Você já tinha experiências de outras ocupações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Tive experiência em ocupações urbanas, onde você adquire muitas experiências, como a vida em comunidade, a organização em assembléia, o apoio mútuo, a reciclagem, os conflitos etc., e a raiz dos encontros em casas ocupadas e encontros alternativos, como o encontro anual da Rede Ibérica de Ecoaldeias ou encontros de ocupação rural, conheci pessoas que tinham as mesmas inquietudes pela vida rural e autogestionada que eu, assim formamos um grupo de companheiros que a partir de 2003 começamos a visitar projetos, povoados ocupados e comunidades no norte do estado espanhol, com a idéia de irmos viver com o coletivo que mais concordasse com nossa visão ideológica e pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - E essa foi uma experiência enriquecedora, não? Tem alguma coisa que destacaria do tempo que ficou lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Sim, claro, no geral foi uma experiência muito, muito enriquecedora. Acima de tudo por que você aprende de você mesmo e dos outros. É um modo de vida em que você enfrenta completamente suas contradições como pessoa educada numa cultura capitalista, machista, competitiva e insolidária. No momento de pôr em prática valores que não são os que, infelizmente, nos ensina a sociedade, saltam as contradições entre o que queremos ser e sentir, e o que somos como produto de um tipo de educação, assim que o viver em comunidade, em Rala, ou em qualquer outro tipo de experiência comunitária é uma escola intensiva de aprendizagem pessoal e coletiva. Agora me lembro muito a solidão e o silêncio do bosque, o aroma do fogo, a lenha, a umidade, a pedra, a terra e as viagens em Land Rover que eram muito divertidas. Assim como às pessoas que conheci e que me ensinaram coisas muito importantes para a minha vida. Digamos que esse tempo ali me transformou em muitos aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - E quanto tempo você ficou morando em Rala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Em Rala estive morando um outono, inverno e parte da primavera, durante o outono coincidindo com a cheia do pântano de Itoiz. As autoridades cortaram as via de acesso à Rala e deixaram o povoado muito incomunicável com o exterior do vale, isso foi uma das coisas que me fez redefinir minha vida ali, além de outra série de desacordos e motivos pessoais com os que habitávamos em Rala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Poderia nos contar um pouco como é essa ocupação? Como ela surgiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Rala foi ocupada há uns 7 anos por um coletivo de pessoas que queriam empreender a tarefa de recuperar um povoado em ruínas e viver nele com a maior auto-suficiência possível. Gostaram do lugar porque é uma região de muita floresta, com muita água, e próximo de Rala há outros povoados ocupados, como Artizkuren, Lakabe, Aizkurgui, Artanga etc., e isso facilita as coisas no momento de se apoiar mutuamente e se organizar.&lt;br /&gt;O povoado já estava mais de 60 anos abandonado e houve que começar a construir tudo quase do zero, passando alguns invernos morando em barracas. Agora mesmo, e graças ao granito de areia de todo mundo que passou por Rala, o povoado tem uma casa totalmente reabilitada, parte da igreja é usada como moradia também, além disso há uma oficina, muita terra para hortas, banheiro ecológico em seco, um sistema de socar hidráulico para ter água, um galinheiro, painéis solares, sistema de aquecimento com cozinha de lenha e outro tipo de infraestruturas necessárias para a vida na montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Abandonado? Quer dizer que nem o Estado nem uma imobiliária tinham a posse do lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kike - A lei espanhola diz que a propriedade privada passa para as mãos do governo depois de um longo período de abandono, acredito que são 30 anos mais ou menos. Rala estava abandonada como povoado há 60 anos como assentamento humano. Digamos que as ruínas e o espaço físico pertence ao governo de Navarra, já que ninguém reclama desde há dezenas de anos a propriedade das casas e os terrenos próximos ao povoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Quantas pessoas vivem na ocupação? Há adultos, crianças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Em Rala há várias pessoas que vêm e vão, como eu, que estive num período, mas não estou mais. Agora mesmo o povoado pode ter uns 10 moradores/as, sem crianças, ao contrário de outros povoados, como Aritzkuren, que têm umas 30 pessoas e cerca de 7 ou 8 crianças. A vida em Rala é bela, mas também pode ser dura, já que para sair de Rala ao povoado mais próximo com supermercado, telefone, médico etc., deve viajar uns 13 quilômetros por pistas sem asfalto, só apta para um carro 4x4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - O ideário anarquista é referência para essa ocupação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Claro, de alguma maneira a influência do anarquismo é muito forte nestas comunidades, e o que se tenta é experimentar em todos os âmbitos da vida essas idéias teóricas que não têm quase espaço para a prática nesta sociedade que combate fortemente os valores que persegue o anarquismo, muitos dos habitantes não se declaram explicitamente anarquistas, mas outros habitantes sim, e são afins a organizações e coletivos anarquistas, embora vivendo ali o importante não são as denominações teóricas, mas o comportamento a nível prático. O que é importante é a intenção de praticar uma vida completamente anárquica, logo, são perseguidos os ideários de uma vida em harmonia com a natureza, uma organização horizontal, uma liberdade individual dentro das responsabilidades coletivas e uma extensão do apoio mútuo e a organização pelas assembléias de povoados ocupados, onde são planejados trabalhos coletivos entre os povoados ocupados da região, desde fornos de pão comuns, até oficinas com as crianças, ajuda para construir mais casa, hortas, festas etc. Além do mais os povoados estão situados numa região de conflito onde o governo construiu uma represa destruindo o vale onde eles estão, depois de uma longa luta que dura já mais de dez anos, a repressão foi brutal e, todavia, há duas pessoas na prisão, os povoados formam parte de diversas lutas sociais, tanto em seu vale como na cidade de Pamplona-Iruñea, se interessa saber mais sobre a luta contra Itoiz eu indico sua web: www.sindominio.líquido/sositoiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - E existe a ?comercialização? de alguma coisa produzida na ocupação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - O tema da economia é complexo para os povoados. Lakabe, por exemplo, que tem já 25 anos de história, tem uma padaria ecológica que distribui pão em todo o território de Navarra-Nafarroa duas vezes por semana, e isso é parte fundamental da economia do povoado. Os outros povoados necessitam sair a trabalhar fora para poder ganhar dinheiro, já que há produtos que não podem ser obtidos ali, como gasolina para os 4x4, arroz, pasta etc, etc. Em Rala não há nenhum produto que se comercialize regularmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - E essa experiência comunitária é alvo da crescente repressão às ocupações de casas que ocorrem atualmente na Espanha, como no resto da Europa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Parece que as autoridades estão dando um respiro a estas comunidades, ao menos em Euskal Herría, onde a ocupação e o movimento juvenil é muito forte. Rala tem há 7 anos uma ordem de despejo que não veio a ser executa ainda, embora a polícia visite o povoado ocasionalmente, para xeretar. Um despejo no bosque é muito diferente de um em uma zona urbana, e é uma tristeza ver como é destruído tanto trabalho de reconstrução e reabilitação, embora ao estar ocupando já sabe de antemão o que isso implica. Na cidade de Pamplona-Iruñea a realidade é bem diferente, e a prefeitura está reprimindo a juventude e desalojando seus espaços ocupados de ação e organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Há na Espanha algum tipo de rede, federação de ocupações rurais ou urbanas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Bom, assim de maneira formal não. Se realizam encontros, congressos e diferentes atos onde se reúne pessoas de todo o Estado e se passam uns dias de convivência e intercâmbio de experiências. Há encontros de ocupação rural quase todos os anos e alguns de ocupação urbana em Madri, Barcelona e Euskadi, agora, por exemplo, acontecerão em Catalunha os encontros anticivilização (www.nodo50.org/llavors). Agora mesmo é difícil isso de construir redes de tipo formal, digamos que a um nível mais informal, pessoal e de projeto a projeto, assim os há. Existe a Rede Ibérica de Ecoaldeias (www.es.geocities.com/rie_ecoaldeas) que engloba diferentes projetos de vida comunitária no campo, incluindo algum povoado ocupado, mas este tipo de federação se afasta um pouco de aproximações mais anarquistas e de agitação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - É possível dizer que existe um ?movimento? de ocupações rurais na Espanha? Que elas estão espalhadas por todo território espanhol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Eu diria que há bastantes projetos, alguns mais anônimos e desconhecidos e outros que se conhecem mais, que se envolvem nas lutas sociais de sua comarca e que se organizam entre elas. Digamos que as regiões mais organizadas são Euskal Herría, Catalunha e Aragon, aonde há projetos com muitos anos de história como Lakabe, Aritzkure em Navarra, Artosilla e Aineto em Aragon ou Can Pascual e os povos da Garrotxa no pré-Pirineo catalão. Na Galícia, Astúrias, no norte de Leon e Andaluzia há mais projetos, mas não se fala muito deles. No estado espanhol está se produzindo um êxodo rural enorme e há milhares de povos abandonados, e creio que a gente jovem vem buscando cada vez mais sair das grandes cidades e procurando outro tipo de alternativas para sua vida que a alienação da vida urbana em mega-cidades como Madri. Ainda que a ocupação rural seja uma alternativa viável e combativa, muita gente entra desestimulada na realização de projetos, sobretudo ao saber que depois de muito trabalho e esforço podem chegar e te despejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - O que você considera um grande desafio para esses projetos de ocupação rural?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Creio que um dos maiores desafios é o de serem capazes de gerar una economia desde as mesmas comunidades. Outro desafio é a capacidade de se tornarem conhecidos e contar com o máximo apoio possível, ainda que para muita gente revolucionária isso de ir se viver no campo é considerado como uma "saída fácil" a este sistema e coisa de hippies. Eu, pelo contrário, creio que é uma opção de vida muito interessante, já que te pões a trabalhar em dar visibilidade de que a vida coletiva é possível, de modo que estas comunidades são um exemplo vivo e em pequeno escala do mundo que queremos e sonhamos. Às vezes o mais fácil é ficares na cidade com todas as comodidades capitalistas que esta te oferece (pessoas, lojas, trabalho assalariado, festa etc.), viver em uma comunidade ocupada te dá muitíssimas coisas bonitas, mas também te tira certos confortos da vida urbana, e nem todo mundo está disposto a renunciar a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - O projeto cooperativo e agroecológico ?Bajo el Asfalto está la Huerta?, tem alguma relação com essas ocupações rurais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Bom, sim de alguma maneira, sobretudo pelas amizades e afinidades que existem entre os projetos, o que torna possível o intercâmbio de experiências, cultivos, sementes, etc, etc. São projetos que trabalham em um mesmo âmbito, como o de cultivo ecológico que é organizado de forma horizontal, e há gente que tem vivido nas comunidades de onde provêm o "Bajo el Asfalto". Além disso, estão surgindo mais projetos de cooperativa agro-ecológica no Estado, como em Barcelona, Valladolid, Granada etc. Digamos que "Bajo el Asfalto" se tornou uma referência inicial capaz de animar o povo de outras cidades a se aproximar das realidades urbanas e rurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Imagino que esses compas das ocupações rurais nos Pirineus também estão envolvidos na luta contra o TAV (Trem de Alta Velocidade), certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Sim, a assembléia contra o TAV é uma referência em Euskal Herría, assim como a luta de "Solidari@s com Itoiz" contra a represa de ITOIZ, são coletivos que trabalham contra os mega-projetos desenvolvimentistas. Desde as comunidades se segue com interesse e participação na luta contra os planos desenvolvimentistas, apoiando nos acampamentos e participando dos atos que se convocam. Agora mesmo começaram as obras por onde passará o TAV e há uma grande mobilização em Euskal Herría. Estão sendo realizadas muitas ações de denúncia e boicote de máquinas, a luta contra o trem de alta velocidade têm já muitos anos de história e a intenção do governo é criar um corredor que atravesse Euskal Herria desde a França até a Espanha, destroçando lugares de alto valor ecológico e social, como sempre o dinheiro está por cima da Mãe Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Há algum livro que conta à trajetória das ocupações urbanas ou rurais na Espanha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Há um livro que se chama "Colectividades y Okupación Rural". V.A. (1999), da editora Traficantes de Sueños. E outro grande livro é "Okupación en Euskal Herría". Sobre isto "Solidari@s con Itoiz" têm 3 vídeos que mostram as primeiras e espetaculares ações do coletivo, seu giro europeu com ações em Londres, Holanda, Berlin, no Vaticano etc., e a resistência nas comunidades de Itoiz e Artozki, os recomendo serem vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Você também esteve um tempo participando do "movimento" de ocupações de casas na Holanda, certo? Poderia nos contar um pouco essa experiência? Há muitas diferenças do cenário de ocupações holandês com os espaços ocupados na Espanha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Sim, estive dois anos vivendo e ocupando em Amsterdã, e necessito de um certo espaço para tentar descrever a situação da ocupação nesse país.&lt;br /&gt;Para entender a realidade do movimento ocupa na Holanda é necessário conhecer sua história durante os últimos 30 anos. Nos anos 70 e 80 o movimento ocupa era muito forte, havia milhares de casas ocupadas (só em Amsterdã se contavam 20000), e a pressão do movimento obrigou que o exército saísse às ruas de Amsterdã para frear os distúrbios. O movimento era tão grande que o Estado se viu na necessidade de parar aquilo, e fez o melhor para seus interesses, e, ao invés de controlar os "subversivos", optou por regular legalmente a prática da ocupação e conceder certos direitos. Portanto, e, desde então, ocupar uma casa na Holanda está regulado por lei, e se um edifício deixa de ser usado por mais de um ano os ocupas têm o direito de habitar a casa até que o proprietário não tenha demonstrado que usou a habitação ou que têm planos de reconstrução e uso, aí sim, romper a porta para penetrar na casa segue sendo um ato ilegal. Mas quem fez a lei fez a armadilha. O movimento perdeu força, e o que é pior, de ser um movimento que questiona a propriedade privada que é a base do Estado, e, portanto, o Estado em si, passou a ser um movimento que autoriza e legitima o Estado e suas estruturas (polícia, juízes, políticos) como mediadores entre proprietários e ocupas. Hoje em dia o movimento segue sendo muito forte se for comparado com outros países da Europa, mas mais do que como ameaça ao sistema capitalista, e sim como uma opção de vida e organização de espaços artísticos e políticos que em outros locais se pratica com muitos mais traços pessoais.&lt;br /&gt;Minha experiência ali foi muito enriquecedora e a recordo como uma etapa cheia de aprendizagens e intensidade, todos os domingos se ocupam várias casas em Amsterdã, há gente muito preparada em construir barricadas, re-habilitar edifícios, e a lei te permite ocupar de tudo, casas, barcos, terrenos, igrejas, hotéis, lojas, fábricas etc., com o que te permite viver experiências muito diversas e originais onde se aprende muito.&lt;br /&gt;Apesar de tudo do que comentei, o movimento segue bastante politizado, quem sabe graças aos grupos anarquistas e autônomos, e a grande quantidade de pessoas de outras partes do mundo que ocupam na Holanda e que enriquecem o movimento. Os desalojos são muito espetaculares e as manifestações e ações reivindicativas muito bem preparadas, têm uma grande infra-estrutura material e humana, talvez porque como já comentei, a intensidade da repressão é muito baixa em comparação com a Espanha, por exemplo, aonde a polícia reprime e prende muito rapidamente e isso nos limita na hora de realizar ações. Parece que a Holanda representa o mais avançado da democracia capitalista e tem conseguido transformar os problemas que têm uma sociedade capitalista desenvolvida (drogas, prostituição, gays, ocupas, etc, etc.) em dinheiro e atração para turistas, já se sabe que se não podes com teu inimigo, una-se a ele, ou melhor, absorva-lhe. Para mais informação pode olhar (Nederlands): www.indymedia.nl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Recentemente li um artigo que dizia que a Espanha padece de um grave caso de desertificação, degradação ambiental. É isso mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Sim, é certo. O deserto avança em todo o território do sul ao norte da península ibérica. Se vais a províncias como Murcia, Almería ou Alicante, te das contas que são um autêntico deserto, e parques naturais com muita água estão secando, afetando todo o ecossistema da região. O problema é que além de chover pouco, está havendo muitos incêndios nos últimos anos (são 90% provocados pelo ser humano). Além disso, o governo enfrenta as províncias pela distribuição de água do norte ao sul. Mas sem dúvida isto contrasta com todos os campos de golfe que estão construindo na costa de Andaluzia. Ou seja, não há mais água além da que vai para os mega-projetos. As construtoras de casas e as agências estão por trás deste desenvolvimento fictício, já que os campos de golfe re-valorizam o terreno para construir zonas residenciais em áreas rurais a preços muito altos. É uma forma de dinamizar o mercado e especular com a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Uma última questão: quais são as potencialidades de um movimento ?anarquista verde? na Espanha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Sem poder comparar com o movimento social e ecologista dos anos 80 que era muito pujante, Espanha têm grupos muito ativos e maduros desde uma perspectiva de luta horizontal e assembleária. Agora mesmo Catalunha e Euskal Herría têm os coletivos mais ativos e com capacidade de mobilização. O que é importante recordar, é que atualmente há 2 pessoas cumprindo uma condenação de 5 anos de prisão por participar em uma ação que se realizou fazem já 11 anos contra o pântano de Itoiz, e que para mais informação podeis ir diretamente a sua página web. E para falar também um pouco de minha terra, comento que aqui em Estremadura foi criada uma plataforma cidadã contra um projeto de refinaria de petróleo, com centenas de pessoas organizadas em assembléia à margem de partidos políticos, os recomendo também uma visita a sua web, e aqui deixo seu link: www.plataformarefineriano.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANA&lt;/span&gt; - Mais alguma coisa para finalizar? Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kike&lt;/span&gt; - Somente animar a todos/as os/as companheiros/as a lutar de uma forma ou de outra por nossos campos, nossas comunidades, e a recuperar todas as formas de vida tradicional que nos harmonizavam com nossa Mãe Terra. E também a lutar por todos/as os/as companheiros/as que se encontram presos ou em situações difíceis por haver enfrentado o Estado e o capital. Obrigado, compas da ANA, e saúde, libertários/as do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Juvei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência de Notícias Anarquistas-ANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no espelho-&lt;br /&gt;suas rugas não mudam&lt;br /&gt;a superfície lisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/09/396213.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1955227940949845696-5628210806860722313?l=blocoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/09/396213.shtml' title='Entrevista com um ex-morador de Rala, uma ocupação rural em Navarra - Pais Basco.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocoverde.blogspot.com/feeds/5628210806860722313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1955227940949845696&amp;postID=5628210806860722313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/5628210806860722313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/5628210806860722313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocoverde.blogspot.com/2007/09/entrevista-com-um-ex-morador-de-rala_30.html' title='Entrevista com um ex-morador de Rala, uma ocupação rural em Navarra - Pais Basco.'/><author><name>blocoverde</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RwAi-6eCuvI/AAAAAAAAACY/6LzzTDb5xmY/s72-c/rala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1955227940949845696.post-8736470956977486418</id><published>2007-09-24T15:21:00.002-03:00</published><updated>2008-12-09T14:33:20.119-03:00</updated><title type='text'>Manifestação d@s Peladões!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RvgAgaeCusI/AAAAAAAAAB8/C6glZfQKeSo/s1600-h/DSC04019.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RvgAgaeCusI/AAAAAAAAAB8/C6glZfQKeSo/s320/DSC04019.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113837933740341954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem ocorreu a corrida Iguatemi Pela Natureza com a prezença de Daniela Cicarelli.&lt;br /&gt;Bem, reconhecemos a corrida como ILEGITIMA já que o Iguatemi vem devastando a natureza a mais de 25 anos como é o caso do próprio shopping construído em cima de mangue, e não contente com isso, Tasso Jereissati se achando o Sinhozinho do Ceará resolveu destruir mais um pedaço do mangue pra construir sua mega obra, a torre empresarial Iguatemi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo isso em mente, pessoas ligadas ao Bloco Verde, Mov Critica Radical, GESA, e vári@s ecologistas independentes também não concordando com a torre empresarial e conscientes do mal que ela vai trazer ao meio ambiente, sentiram a necessidade de chamar a atenção da população para a questão do Cocó já que a mídia oficial vem evitando tocar no assunto. Uma forma de fazer isso era invadir a corrida do Iguatemi completamente desnud@s, e com faixas e panfletos informar a população da devastação que o Cocó vem sofrendo ao longo desses anos. E na contagem regressiva pra largada da corrida:&lt;br /&gt;?Cinco, quatro, três, dois, INVASÃO?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação correu bem, porém alguns seguranças desavisados agrediram alguns/algumas manifestantes e tentaram abafar o caso afastando-@s da área da corrida, porêm o estrago já estava feito, não tinha como abafar o caso já que muitas pessoas bateram fotos e mesmo a mídia corporativa filmou, muitas pessoas tomaram conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o saldo de 3 pessoas detidas, sendo um menor de idade os seguranças e policiais seguiram tentando nos colocar para fora, mas só sairíamos com nossos companheiros que colocaram sua liberdade em risco pelo meio ambiente. Com essa postura conseguimos a liberação de um companheiro. Os outros dois foram liberados apenas na delegacia após constatarmos que o advogado do iguatemi em um caso anterior em junho havia se apresentado como advogado sem ter prestado a prova da OAB o que caracteriza exercício ilegal da profissão. Após varias acusações ao advogado a policia liberou os outros dois já que não havia como enquadra-los por ?atentado ao pudor.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos e lutamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1955227940949845696-8736470956977486418?l=blocoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://brasil.indymedia.org/pt/blue/2007/09/395731.shtml' title='Manifestação d@s Peladões!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocoverde.blogspot.com/feeds/8736470956977486418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1955227940949845696&amp;postID=8736470956977486418' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/8736470956977486418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/8736470956977486418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocoverde.blogspot.com/2007/09/manifestao-ds-pelades_24.html' title='Manifestação d@s Peladões!'/><author><name>blocoverde</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RvgAgaeCusI/AAAAAAAAAB8/C6glZfQKeSo/s72-c/DSC04019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1955227940949845696.post-3229068178039785699</id><published>2007-09-12T12:10:00.000-03:00</published><updated>2007-09-12T12:11:20.122-03:00</updated><title type='text'>"Ecologia, mudança climática e a própria campanha virou tema de conversa corrente nos pubs e metrôs"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;"Ecologia, mudança climática e a própria campanha virou tema de conversa corrente nos pubs e metrôs"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anarquista Jolly Roger é brasileiro e está há cerca de dois meses morando na Inglaterra, ele participou dois dias do Acampamento pela Ação Climática e contra a ampliação do aeroporto de Heathrow, &lt;st1:personname productid="em Londres. Na" st="on"&gt;em Londres. Na&lt;/st1:PersonName&gt; entrevista a seguir, ele conta um pouco dessa iniciativa que "agitou" a Inglaterra durante cinco dias, de &lt;st1:metricconverter productid="17 a" st="on"&gt;17 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 21 de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência de Notícias Anarquistas - Como você foi parar no Acampamento pela Ação Climática? Você participou todos os dias do acampamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jolly Roger - Bom, o acampamento foi notícia em tudo quanto é veículo midiático aqui, não tinha como não ficar sabendo. Infelizmente, devido a enorme distância de onde moro para o local do acampamento, não pude participar todos os dias. Mas durante a semana estive envolvido em atividades e reuniões que aconteciam na cidade sobre a campanha. Quando li nos jornais a declaração de um ativista sobre o domingo de ação direta, de que "choques com a polícia são esperados", não me contive. Como anarquista sempre segui a máxima: "onde há fogo, a gente leva a gasolina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Mas como eram essas chamadas na mídia, alarmantes, puro sensacionalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Mídia coorporativa é igual em todo lugar. Claro, jogavam contra os/as ativistas. Os relatos no Metrô (jornaleco gratuito distribuído no trem) do dia seguinte ao bloqueio do BAA HeadQuarter, por exemplo, diziam que a polícia havia confrontado os/as manifestantes respondendo ao ataque a um oficial de polícia. Eu participei do conflito, vi como começou, e não foi nada parecido com o que eles descreveram. Mas, enfim, isso não me surpreendeu. Já não é de hoje que sei que a grande mídia mente descaradamente, se não por jogo de interesses, por simples incompetência mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - O que você destaca dessa jornada? Qual é a sua avaliação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Uma campanha muitíssima bem organizada. Muito trabalho de formação, com vários workshops acontecendo dentro e fora do acampamento. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Destaque para o workshop da Anarchist Federation: "No clime change, but social change!". &lt;/span&gt;E o mais importante, trabalho de base com os trabalhadores e a comunidade próxima.&lt;br /&gt;O acampamento em si, foi fantástico. Com água encanada, eletricidade gerada por energia eólica (cata-ventos gigantes espalhados pelo campo), instalações artísticas, cozinhas comunitárias (com deliciosas refeições veganas), tudo construído pelos/as próprios/as ativistas, obviamente.&lt;br /&gt;O que destaco foi à impressão causada pela campanha na opinião pública. E não falo só do apoio no domingo de ação direta por parte dos/as trabalhadores/as da Cargo (uma terceirizada do aeroporto) que romperam em uma greve de solidariedade, ou dos/as moradores/as de Sipson (vila próxima que será destruída para a construção da terceira pista) que organizaram uma grande passeata. Mas falo de pessoas não envolvidas diretamente com o acampamento, que, se não compareceram pelo menos um dia a alguma atividade da campanha, demonstravam seu apoio defendendo os/as ativistas em conversas sobre o tema.&lt;br /&gt;Aliás, ecologia, mudança climática e a própria campanha virou tema de conversa corrente nos pubs e metrôs durante a semana. E acho que esse foi o grande êxito da jornada. Ponto pra Gaia! (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Teve até um bloco de crianças, não? (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Sim, fiquei sabendo. Mas essa eu perdi. Uma pena. (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - E passou por alguma tensão? Pelas fotos e relatos deu para perceber que foram dias bem agitados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Sim, foram. O domingo foi o dia escolhido para as ações diretas. Aconteceram várias (nem sei precisar quantas), em vários locais, tanto na região do aeroporto, quanto em Sipson, e até em outros pontos de Londres. Grupos estendendo banners gigantes em pontes e edifícios, gente se prendendo e/ou bloqueando entradas de prédios públicos, passeatas pelas ruas etc.&lt;br /&gt;Um bloco maior partiu para Heathrow, na tentativa de bloquear/sabotar o aeroporto, enfim, causar algum transtorno as companhias aéreas. Segui com um outro grande bloco cujo objetivo era bloquear a saída do BAA HeadQuarter, que era de onde saiam as mini-vans da polícia para reprimir as diversas ações que aconteciam na região.&lt;br /&gt;Nunca tive medo de confronto policial, sempre procuro blocar em linha-de-frente nas manifestações de rua. Mas meu medo ali era de detenção, pois poderia ser seguida de deportação (ainda mais com essa política anti-imigrante do novo primeiro ministro Mr. Gordon "Right-Wing Bastard" Brown). Mas quando vi que as prisões não estavam sendo feitas no local (a polícia "apenas" removia a força os/as ativistas da rua e os/as isolavam nas calçadas), logo me juntei a corrente humana que bloqueava a saída dos carros. Compas foram feridos/as durante esse embate, mas nada muito sério, felizmente. E demos foi trabalho para os policiais, cada van que ia entrar ou sair agarrava uns &lt;st1:metricconverter productid="5 a" st="on"&gt;5 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 15 minutos. (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Que comparações é possível fazer desse evento com alguma coisa atual no Brasil? Como eco-anarquista confesso que sinto um pouco de inveja dessas coisas, dessa movimentação, colorido... (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Cara, não tem como comparar. Nunca vi evento similar no Brasil, muito menos atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Existe uma ligação forte das lutas ecológicas com vários grupos anarquistas ingleses, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Sim, é verdade. O grande número de anarquistas de várias vertentes presentes no Acampamento pela Ação Climática é a maior prova disso. E o que mais me surpreendeu (positivamente), é a estreita relação de grupos ecologistas, inclusive ONGs, com a metodologia e políticas anarquistas, como ação direta, autogestão e internacionalismo.&lt;br /&gt;A relação dos coletivos anarquistas daqui com ecologismo vem desde os anos 80, com os acampamentos e ações contra construções de estradas. Quem participou da AGP (Ação Global dos Povos) no Brasil na época dos Dias de Ação Global (2000, 2001, 2002), sabe da importância do RTS (Reclaim The Streets - grupo anarquista eco-radical inglês) na formação teórica e tática dos movimentos anticapitalistas contemporâneos. Quem nunca leu o já clássico texto "Abandone o Ativismo" de Andrew X (RTS) e parou para repensar suas atividades militantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - E como está sendo participar das atividades da Anarchist Federation (AF)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - A AF é uma federação anarco-comunista, com um discurso radical bem classista, que atua no Reino Unido. Tem coletivos em Londres e Manchester, e membros espalhados pela Inglaterra, Escócia e Irlanda. Não sou membro da AF. Sou apenas um colaborador, e tenho participado de algumas reuniões e atividades. O coletivo londrino é interessante, muito bem organizados e disciplinados, até demais às vezes. (risos) Ainda estou conhecendo os outros grupos de Londres. Outro dia participei de uma atividade da IWW.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Podia falar um pouco dessas atividades que tens participado da AF?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Atualmente as reuniões estão temporariamente suspensas, pois é período de férias e tem muito membro viajando. Quem ficou participou do Acampamento pela Ação Climática. Antes disso houve uma gig punk em Lewisham, em benefício a prisioneiros políticos. Também estão organizando fundos para um coletivo anarquista venezuelano. Reproduziram para venda copias de um dvd chamado "Our Oil and Other Tales", que foi inclusive proibido pelo governo semi-ditatorial de Hugo Cháves. A AF trabalha muito bem a propaganda anarquista, editando uma revista de qualidade (Organise!) e boletins periódicos (cada coletivo tem o seu, o de Londres se chama Resistance), além de adesivos e organização de "public meetings".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - A atividade que participou com o pessoal da IWW foi sobre a Starbucks, aquela rede internaciol de cafeterias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - A Starbucks é uma famosa rede internacional de sweatshops (termo usado para as empresas que desrespeitam os direitos humanos e trabalhistas, pagando baixos salários e oferecendo péssimas condições de trabalho a seus empregados). Por isso sempre foi alvo de "redecoracões", durante protestos anticapitalistas na Europa e América do Norte, juntamente com McDonald's e lojas da Nike.&lt;br /&gt;A IWW (famosa central sindical anarquista) e a NoSweat (coletivo anti-sweatshops) tem desenvolvido uma campanha de conscientização dos/as clientes e empregados/as da Starbucks sobre a verdadeira natureza da empresa.&lt;br /&gt;Além da óbvia cruel exploração de mão de obra de seus funcionários, a empresa também explora o pequeno cafeicultor da América Latina, comprando seu produto pela metade do "preço justo de mercado". (risos)&lt;br /&gt;A atividade da qual participei foi uma jornada onde vários pequenos grupos passavam de loja em loja da rede conversando e distribuindo informativos aos funcionários, finalizando com uma manifestação de rua em frente a uma das maiores lojas, com panfletagem, faixas e megafone. Cerca de 40 pessoas participaram do ato.&lt;br /&gt;Dizem as más línguas dos economistas brazucas, que a Starbucks pretende abrir sua primeira loja em terras tupiniquins ainda este ano, em parceria com a Cafés Sereia do Brasil Participações S.A., &lt;st1:personname productid="em São Paulo. Então" st="on"&gt;em São Paulo. Então&lt;/st1:PersonName&gt;, fiquem ligados/as, e preparem as boas-vindas a essa corja imperialista-neoliberal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - As lojas Starbucks já estão funcionando no Brasil, há algumas &lt;st1:personname productid="em São Paulo..." st="on"&gt;em São Paulo...&lt;/st1:PersonName&gt; (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Caracoles! Não sabia! (risos) Bom, é que não sou de São Paulo. Enfim, já que estão aí, mãos a obra, compas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Lá pela década de 80 havia muitos squaters em Londres, depois veio uma repressão, o tal Poll Tax da Margaret Thatcher. Hoje, como está esse panorama? Ainda há casas ocupadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Na década de 70, 80 eram bem mais numerosos, com certeza. St Agnes Place foi uma rua de squats mundialmente famosa, ocupada por rastafaris, homeless e punx de toda estirpe (dizem que Bob Marley ficava por lá quando vinha em Londres). Mas ainda hoje existem bastante squats. Principalmente em bairros mais pobres, como Hackney, Elephant and Castle, Brixton, onde a prefeitura da menos atenção e a polícia nem passa por lá (as vantagens de se morar na periferia). Squatting aqui é visto como uma questão social e não criminal, como acontece na América Latina. Então é muito mais fácil, ninguém vai "preso" por ser squatter. O lance é ocupar casas da prefeitura, ou de associações, porque de propriedade particular, o/a dono/a pode usar de meios mais duros ("intimidação") para tentar te tirar de lá. Alguns squats aqui tem água, luz, aquecimento, cara, é fantástico! Ainda ontem fui convidado por um compa de Israel para morar com ele e amigos/as em um squat &lt;st1:personname productid="em Hackney. Vou" st="on"&gt;em Hackney. Vou&lt;/st1:PersonName&gt; me encontrar com o pessoal essa semana e resolver a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Você falou de Brixton, que é um dos bairros de Londres com muitos negros, jamaicanos... Na década de 80 haviam dezenas de squatters nesse lugar, um muito conhecido chamado "181 bookshop", que era também uma livraria anarquista. Enfim, o que quero saber é se há muitos negros participando atualmente do movimento anarquista &lt;st1:personname productid="em Londres. E" st="on"&gt;em Londres. E&lt;/st1:PersonName&gt; mulheres, a participação é equilibrada com o número de homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Há bastantes mulheres sim, e alguns negros, descendentes de imigrantes. Mas creio que o gênero masculino caucasiano ainda se faz predominante entre as fileiras libertárias inglesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - E tem algum projeto libertário aí no Reino Unido que te contaram e chamou a sua atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Não no Reino Unido propriamente dito, mas tenho ouvido falar de um projeto na Alemanha que me parece muito interessante... Ainda estou me inteirando sobre o assunto, em breve dou mais detalhes. Suspense. (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - O panorama editorial parece ser bem efervescente no Reino Unido, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Sim, o Reino Unido sempre foi famoso pelo grande número e qualidade de suas publicações de política radical (desde o fim do século XIX). Não é à toa, a imprensa (e conseqüentemente a imprensa independente) se desenvolveu aqui, na Revolução Industrial. Mal posso esperar pela Feira do Livro Anarquista em outubro, para "ir as compras". (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Uma curiosidade, você sabe dizer se o artista anarquista Clifford Harper continua ativo, desenhando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Cara, não sei se continua desenhando não. Dizem que ele vai estar presente na Feira do Livro Anarquista (a maior do Reino Unido), que rola em outubro, se não me engano. Ele participa do coletivo organizador do evento. Um compa que, apesar da idade, continua engajado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Para finalizar, já conheceu a "Freedom Press Bookshop"? Se eu não estiver equivocado, essa é a livraria anarquista mais antiga do planeta. (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR - Conheci sim, foi um dos primeiros lugares que visitei aqui em Londres, antes do Big Bem, inclusive. (risos) Eles têm um pequeno prédio de 3 andares. No térreo fica o estoque (muitas caixas mesmo!), no segundo o banheiro e a loja (relativamente pequena, mas com muita variedade) e no terceiro, uma ampla sala, com uma pequena cozinha, usada para reuniões (a AF Londres e a IWW se reúnem lá periodicamente, além de outros coletivos). Próximo ao prédio da Freedom, há também a casa do LARC, um ótimo espaço libertário, com biblioteca, PCs do Indymedia com acesso a internet etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA - Alguma coisa mais? valeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JR &lt; Um salve a todos/as ativistas brasileiros. A luta deve continuar, não importando o local ou condições onde estamos. A revolução é cotidiana, e a vitória está dentro de cada um/a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agência de notícias anarquistas-ana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu de primavera&lt;br /&gt;no jardim dorme a menina.&lt;br /&gt;Qual a flor do sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anibal Beça&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1955227940949845696-3229068178039785699?l=blocoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://brasil.indymedia.org/pt/blue/2007/08/392331.shtml' title='&quot;Ecologia, mudança climática e a própria campanha virou tema de conversa corrente nos pubs e metrôs&quot;'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocoverde.blogspot.com/feeds/3229068178039785699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1955227940949845696&amp;postID=3229068178039785699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/3229068178039785699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/3229068178039785699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocoverde.blogspot.com/2007/09/ecologia-mudana-climtica-e-prpria_12.html' title='&quot;Ecologia, mudança climática e a própria campanha virou tema de conversa corrente nos pubs e metrôs&quot;'/><author><name>blocoverde</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1955227940949845696.post-6923687759509776519</id><published>2007-09-01T02:33:00.000-03:00</published><updated>2007-09-01T02:35:40.643-03:00</updated><title type='text'>Vamos unir prática ecológica com intervenção política!</title><content type='html'>Assim apontamos os responsáveis pela degradação do mangue do Cocó. Uma vez que o poder público tem a responsabilidade de mediar os interesses conflituosos de todos que estão inseridos na sua jurisdição. As pessoas podem querer o que quiserem, mas fazer, só que é permitido por lei, que é o mediador universal. O poder público deve zelar pela manutenção das leis e sua observação. Quando as leis não são observadas e nestas ações existem prejudicados, o poder público deve agir na defesa da lei e do povo. No caso em questão, a lei não foi observada e além disso foi irregularmente aplicada pelo próprio poder público quando cedeu a licença. A rigor, a pessoa jurídica Comercial Jereissati S.A., submeteu seus interesses com consequente degradação ambiental à avaliação da prefeitura de Fortaleza, e esta não só deferiu licença, mas deturpou o processo de licenciamento colaborando com a degradação ambiental e agindo, à rigor, contrário a lei, demonstrando assim um claro aparelhamento do poder público pelos interesses do grande capital. As ações da atual administração da prefeitura de Fortaleza aliado aos interesses do capitalistas representados pela Comercial Jereissati S.A. constituem neste caso crime contra o meio ambiente, crime contra o povo, crime contra o estado de direito instituído. O poder do Capital se mostrou acima das leis com o consentimento do estado, do poder público, da prefeitura. O Estado de Direito instituído, conquista de muitos séculos de lutas, sob a atual administração perde completamente a legitimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na Constituição Federal do Brasil lê-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - a soberania;&lt;br /&gt;(isto deveria querer dizer: Que este País, não se submete aos interesses de outros e que nenhuma forma de organização interna pode se sobrepor à organização do Estado, vimos que a Comercial Jereissati S.A. se sobrepõe aos interesses do estado, pelo menos no que diz respeito a lei instituída, ferindo assim a constituição no seu Art. 1° inciso I.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.&lt;br /&gt;(vimos aqui uma flagrante mentira, o poder não emana do povo, muito menos "Todo o poder", e sim dos empresários e grupos capitalistas como a Comercial Jereissati S.A.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:&lt;br /&gt;(aqui esta igualdade não existe, trata-se apenas das determinações para os dominados, que são iguais apenas na sua condição de dominados e servos do poder).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O que está escrito na lei não é o que se vê no presente momento, o poder econômico e político está centralizado nas mãos de uma oligarquia, de uma aristocracia declarada que defendem apenas seus interesses, as leis neste caso não passam de instrumento de dominação do povo pelos aristocratas que detém o poder econômico e o poder do estado. As leis servem apenas para manter uma "determinada" estabilidade social, para manter o povo como seu instrumento de trabalho para produção de suas ilimitadas sedes de riqueza. Caso o povo se levante, sofrerá todo o peso da lei, lei esta que está acima do povo, mas abaixo desta classe da alta burguesia que tem o dinheiro e as leis à seu serviço e jamais contra eles próprios, seus interesses estão acima da lei, os interesses do povo abaixo da mesma lei. A lei portanto indica a diferença da liberdade possível entre os poderosos e os dominados, uma vez que ela, a lei, deixa de representar a igualdade de todos perante e sob a lei. A lei é nosso curral, fora dela os senhores agem livremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Este "curral" nem é nosso, é apenas o lugar onde estamos confinados, os senhores entram e saem a hora que bem entendem, mudam nossas condições de acordo com suas conveniências!&lt;br /&gt;O BLOCO VERDE é uma tentativa de tomada de consciência desta situação e consequente levante em relação a esta flagrante imoralidade.&lt;br /&gt;Conscientize-se, participe, contribua, una-se em favor do meio ambiente.&lt;br /&gt;O BLOCO VERDE é um grupo que age neste sentido, existem outros e outros podem ser criados. Una-se a algum destes grupos ou crie um, ou até mesmo aja sozinho independente de grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Faça alguma coisa!&lt;br /&gt;Qualquer coisa!!!" One Earth.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1955227940949845696-6923687759509776519?l=blocoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocoverde.blogspot.com/feeds/6923687759509776519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1955227940949845696&amp;postID=6923687759509776519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/6923687759509776519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/6923687759509776519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocoverde.blogspot.com/2007/09/vamos-unir-prtica-ecolgica-com.html' title='Vamos unir prática ecológica com intervenção política!'/><author><name>blocoverde</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1955227940949845696.post-3298571866483740249</id><published>2007-08-30T00:17:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T14:33:20.394-03:00</updated><title type='text'>Segunda Marcha da Frente Popular Ecologica de Fortaleza.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RtY3BQ7YXzI/AAAAAAAAAA8/55Z_FmkvfrA/s1600-h/prefei.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RtY3BQ7YXzI/AAAAAAAAAA8/55Z_FmkvfrA/s320/prefei.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104327722534461234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="articleabstract"&gt; Mais um dia de festa do povo nas Ruas de Fortaleza !!! &lt;/div&gt;  &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="articlebody"&gt; Em Fortaleza a pauta ambiental está mais que nunca na ordem do dia... um conjunto de movimentos e organizações sociais e indivíduos, reunidos na Frente Popular Ecológica de Fortaleza, estão pouco a pouco ganhando força e fortalecendo seus argumentos em favor da defesa do meio ambiente na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da "trincheira" estão o Iguatemi - que pretende construir uma torre de 15 andares "na beira" do Rio Cocó (ecossistema típico de manguezal) e a Prefeitura de Fortaleza, que concedeu a Licença "Ambiental" para a construção da Torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Problema não é só o Iguatemi - do Sen. burguês Tasso Jeiressati, que aliás não é a primeira vez que se lança à degradação de área de mangue, vide caso do Iguatemi Floripa - e estamos cientes disso ! O fato preponderante é que a Secretária do Meio Ambiente estava dizendo (mentindo) que não era responsável pela Licença, até o dia da reunião do Conselho Municipal do Meio Ambiente - COMAM, onde foi desmascarada (sobretudo pelo ex. secretário em ligação telefônica de Brasília - ouvida por microfone em viva voz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Como pauta prioritária - mais que urgente - exigimos a revogação da Licença "ambiental" da Torre do Iguatemi (que segue sendo construída na maior cara de pau - desculpas às árvores pela expressão);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Por ter mentido para os Movimentos Sociais em plena reunião do Comam - tb para @s conselheiros que desconheciam a responsabilidade da secretária que preside tal conselho - exigimos a demissão da Secretária da SEMAM Daniela Valente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguiremos na luta... em defesa de do meio ambiente como um todo, em defesa da cidade de Fortaleza !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta la victória !!!! &lt;/div&gt;    &lt;img src="http://brasil.indymedia.org/img/link_small.gif" alt="" border="0" height="10" width="12" /&gt; URL:: &lt;a href="http://frentepopular-fortal.rg3.net/" target="extern"&gt;http://frentepopular-fortal.rg3.net&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1955227940949845696-3298571866483740249?l=blocoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocoverde.blogspot.com/feeds/3298571866483740249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1955227940949845696&amp;postID=3298571866483740249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/3298571866483740249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/3298571866483740249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocoverde.blogspot.com/2007/08/segunda-marcha-da-frente-popular.html' title='Segunda Marcha da Frente Popular Ecologica de Fortaleza.'/><author><name>blocoverde</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RtY3BQ7YXzI/AAAAAAAAAA8/55Z_FmkvfrA/s72-c/prefei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1955227940949845696.post-1800848915436766035</id><published>2007-08-27T13:11:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T14:33:20.922-03:00</updated><title type='text'>2 Grande Marcha em defesa do Cocó.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RtL3_A7YXxI/AAAAAAAAAAs/9DxgW96bk-g/s1600-h/2+marcha+a+prefeitura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RtL3_A7YXxI/AAAAAAAAAAs/9DxgW96bk-g/s400/2+marcha+a+prefeitura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103413989717073682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Secretária do meio ambiente autorizou sem ouvir o Conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Prefeitura de Fortaleza através da Secretária do Meio Ambiente de Fortaleza Daniela Valente autorizou a construção da Torre Empresarial do Iguatemi, às margens do Rio COCÓ sem ouvir e atropelando o Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMAM). Ainda passou por cima de um Estudo de Impacto Ambiental, conforme manda a lei.&lt;br /&gt;E agora, para encobrir e tentar corrigir o erro de sua Secretária, a Prefeitura quer transferir a decisão para os habitantes da cidade com a criação do Referendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 29 de agosto, 4ª feira haverá a II Marcha Frente Popular Ecológica de Fortaleza, composta pelo MCP, Bloco Verde, SOS Cocó e CMI. A concentração da II Marcha será as 10:30h no Centro de Humanidades da UECE (CH). Seguindo para Prefeitura de Fortaleza exigindo que a prefeita assine a revogação da licença concedida para a construção da Torre Empresarial Iguatemi. Sua presença é importante! Compareça!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Rumo à Prefeitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;REVOGAÇÃO JÁ!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1955227940949845696-1800848915436766035?l=blocoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocoverde.blogspot.com/feeds/1800848915436766035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1955227940949845696&amp;postID=1800848915436766035' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/1800848915436766035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1955227940949845696/posts/default/1800848915436766035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocoverde.blogspot.com/2007/08/2-grande-marcha-em-defesa-do-coc_1602.html' title='2 Grande Marcha em defesa do Cocó.'/><author><name>blocoverde</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mtSkG_Q-Q2I/RtL3_A7YXxI/AAAAAAAAAAs/9DxgW96bk-g/s72-c/2+marcha+a+prefeitura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
